A cada geração, a forma de morar reflete novos comportamentos, valores e prioridades. Com a chegada da Geração Z, formada por pessoas nascidas aproximadamente entre 1997 e 2012, o mercado de interiores começa a passar por uma transformação que vai muito além da estética. O foco deixa de ser apenas criar ambientes bonitos e passa a valorizar autenticidade, sustentabilidade, flexibilidade e identidade.
Diferentemente das gerações anteriores, a Geração Z cresceu em um mundo totalmente conectado. Redes sociais, plataformas digitais e acesso instantâneo à informação ampliaram o repertório visual desse público, tornando-o mais exigente e menos interessado em reproduzir tendências de forma literal. O objetivo já não é ter uma casa igual à das revistas, mas construir espaços que expressem personalidade.
Essa mudança pode ser observada nas principais feiras internacionais, como o Salone del Mobile.Milano, a 3 Days of Design, em Copenhague, e a Maison&Objet, em Paris. Em vez de ambientes excessivamente formais, cresce a valorização de interiores acolhedores, materiais naturais, peças artesanais e objetos que carregam significado.
Outro aspecto marcante é o consumo mais consciente. A Geração Z demonstra maior interesse por produtos duráveis, materiais de origem responsável e marcas que compartilham valores relacionados à sustentabilidade. Não basta que um móvel seja bonito, ele também deve contar uma boa história, apresentar qualidade construtiva e permanecer atual por muitos anos.
Esse comportamento impulsiona o crescimento do design autoral e do mobiliário assinado. Em vez de adquirir peças descartáveis, muitos consumidores preferem investir em objetos capazes de atravessar diferentes fases da vida, valorizando autenticidade e longevidade.
A flexibilidade também se tornou prioridade. Como trabalho, lazer e descanso passaram a acontecer dentro do mesmo ambiente, cresce a procura por espaços multifuncionais, móveis versáteis e soluções que acompanhem diferentes rotinas sem perder elegância.
Outro diferencial dessa geração é a relação com a tecnologia. Casas inteligentes, iluminação automatizada, eletrodomésticos conectados e soluções que simplificam o cotidiano são vistos como parte natural da experiência de morar. A inovação deixa de ser um luxo e passa a integrar o projeto desde sua concepção.
Apesar da forte presença digital, existe uma busca crescente pelo equilíbrio. Materiais como madeira, pedra natural, linho, cerâmica artesanal e fibras naturais aparecem como contraponto ao excesso de estímulos tecnológicos, aproximando os interiores de uma atmosfera mais humana e acolhedora.
A estética também mudou. Tons neutros, paletas terrosas, formas orgânicas e ambientes visualmente tranquilos substituem composições excessivamente produzidas. O objetivo é criar espaços que transmitam conforto e autenticidade, em vez de impressionar apenas nas fotografias.
Mais do que consumir decoração, a Geração Z está redefinindo o significado do morar. Os ambientes passam a refletir valores, estilo de vida e experiências pessoais, consolidando uma arquitetura mais consciente, sustentável e emocional.
Na Marche Objetos, acreditamos que os melhores interiores são aqueles que traduzem a identidade de quem vive neles. Por isso, reunimos peças de design, materiais atemporais e objetos cuidadosamente selecionados para criar ambientes que permanecem relevantes muito além das tendências.
Fontes e referências:
Salone del Mobile.Milano
Maison&Objet Paris
3 Days of Design Copenhagen
WGSN
Dezeen
Architectural Digest
McKinsey & Company, estudos sobre comportamento da Geração Z